Quisera eu ter sido contemporâneo do grande arquiteto dessa idéia, nosso irmão maçom norte-americano Frank Sherman Land. Em tudo, em sua biografia irrepreensível, e nessa semente que plantou há quase 100 anos, percebo um visionário, um ser humano preocupado com o amanhã. E esse amanhã somos nós.
Receber a Legião de Honra, a mais alta honraria de nossa ordem, é para mim o reconhecimento de meus irmãos, de que enxergam em mim esses mesmos valores. O ideal do DeMolay que virou um agente participativo em sua sociedade e nela representa os valores que aqui dentro tanto cultuamos.
Não me sinto, com isso, mais especial, porém impelido a insistir nessa missão para com os que vêm depois de mim. Honrarias são representadas por diploma, que é papel e por medalha, que é metal. Não passam disso. Não são elas que fazem a pessoa, mas a pessoa é que deve conferir valor à honraria, é que deve fazê-la ter significado.
Neste ponto, não me considero um produto acabado, mas um ser em construção, um maçom, um filho de meus pais e herdeiro de minha terra, a quem devoto mais ainda meu suor, minha saúde, minha sanidade e meus ideais.
Trabalhar com os jovens é o maior prêmio que eu possa receber, pois percebo neles a cada dia a evolução para o homem de amanhã, a certeza e segurança de um país melhor para o nosso tempo.
Neste último período, no Grande Conselho do Pará, não posso deixar de enaltecer o trabalho que nossa equipe tem feito por uma ordem mais profissional e respeitada. Meu irmão Edrian Biagi, a constituição do nosso CNPJ, conta bancária e, agora, a luta pelo reconhecimento como entidade de Utilidade Pública, são um legado sem preço. Isso garantirá às futuras gestões, a tranqüilidade, a transparência administrativa e a possibilidade de firmar parcerias para engrandecer nossas atividades. Parabéns e obrigado por tudo o que tens construído. Você é um orgulho.
Meu irmão Paulo Henrique Ataíde, você pavimentou a estrada para a realidade que hoje vivemos, de poder cuidarmos nós mesmos dos nossos caminhos. Sua luta nos emancipou e você, pela força do exemplo, me despertou para novos desafios. Agora, ainda com você, mas de outra forma, você nos alça a sonhos maiores, um sonho do tamanho do Brasil. Sei que é possível chegarmos lá. Sua amizade e conceito me são caros. Obrigado, meu irmão.
Não posso deixar de citar os maçons que foram meus tutores e paradigma para a minha geração: Carlos Darwin, o saudoso tio Ruy Tupinambá Sampaio, Paulo Bosco Jadão e Benedito Macias.
Feliz que meus pais, quando eu ainda não tinha o poder do discernimento, tenham sido sensíveis em me permitir esse caminho e me apoiarem nas decisões que me tornaram um adulto seguro do que faz.
Encerro com um muito obrigado a Deus, aos meus pais, irmãos de sangue, minha namorada, irmãos por opção, maçons de minha loja, à Grande Loja Maçônica do Estado Pará, em especial mestre Wagner Spindola; meu irmão Couto, da Tribuna Maçônica, aos chevaliers que vieram de todo o estado, colegas de Grande Conselho (Pompeu, Panato, Pedrão, Linaldo, Ivo Moacir), demolays de meu capítulo, mães do Clube de Mães e amigos que me prestigiam.
Meus sobrinhos, lembrem-se desta noite e ao rememorarem, pensem no desafio que está neste pensamento de Miguel de Cervantes: “A liberdade é um dos dons mais preciosos que o céu deu aos homens. Nada a iguala, nem os tesouros que a terra encerra no seu seio, nem os que o mar guarda nos seus abismos. Pela liberdade, tanto quanto pela honra, pode e deve aventurar-se a nossa vida.