14 de Novembro de 2019
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Entrevista com Thiago Rijo, GME-RS
Publicado em 01 de Julho de 2012
Thiago Rijo
Foto: Assessoria de Comunicao
Gaúcho com orgulho, o Grande Mestre Estadual do Rio Grande do Sul, Thiago Rijo é um exemplo de dedicação à causa DeMolay. Poucos meses após organizar, em Tramandaí, um dos maiores Congressos Nacionais da história da Ordem DeMolay brasileira, Rijo assumiu outro desafio, o de gerir o primeiro Grande Conselho Estadual a formalizar sua regularidade junto ao Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil e vem fazendo com êxito desde então. Mestre Conselheiro instalador do Capítulo Escudeiros do Oriente nº 493da Ordem DeMolay, de Tramandaí, Rijo é casado com Liziane Evangelista, uma heroína como as demais esposas de lideranças adultas da Ordem DeMolay, que dividem seus maridos com algumas centenas de adolescentes. Do Rio Grande do Sul para o Brasil, o entrevistado do mês de junho do DeMolay Brasil mostra o quê a Ordem DeMolay gaúcha tem de especial e quais os próximos passos para a instituição nos próximos anos.

Seu nome para a entrevista do mês foi sugerido pelo Grande Mestre Nacional, Ederson Velasquez, quando o assunto eram bons trabalhos desenvolvidos em prol da Ordem DeMolay nos mais diversos rincões do Brasil. Haviam diversas pessoas na mesa e seu nome foi citado com frequência. Qual a razão para esse reconhecimento, especialmente de pessoas que não necessariamente fazem o dia-a-dia da Ordem DeMolay gaúcha?

Sinceramente, fico muito feliz pela lembrança, especialmente vindo do nosso Grande Mestre Nacional, que é sabidamente conhecido como um Irmão dedicado a Ordem DeMolay e com anos de bons trabalhos prestados em prol da nossa causa. Acredito que a razão desse reconhecimento vem do trabalho que estamos fazendo aqui no Rio Grande do Sul, no sentido de fazer a Ordem DeMolay gaúcha se fortalecer e expandir. Tenho a honra de estar a frente de um grupo de irmãos de muita competência e experiência que atualmente faz parte do Grande Conselho do Rio Grande do Sul, o que tem sido fundamental para que os nossos projetos estejam alcançando os objetivos que traçamos. Também temos uma relação muito estreita com os irmãos do Gabinete Estadual, que tem se destacado pelos projetos desenvolvidos e pela relação com as lideranças capitulares. Por tudo isso, estamos obtendo uma grande resposta dos Capítulos e demais organizações, que tem colaborado conosco de maneira excepcional, o que só tem nos encorajado cada vez mais a trabalhar pelo desenvolvimento da Ordem DeMolay.

Diante desse reconhecimento como Grande Mestre Estadual de destaque, num curto espaço de tempo, a responsabilidade aumenta?

Acredito que a responsabilidade que tenho como Grande Mestre Estadual por si só já é grande. O que eu não posso fazer é me acomodar diante desse reconhecimento. A dedicação deve ser a mesma até o final da nossa gestão e esse reconhecimento que tu fala deve servir de inspiração para que consigamos isso.

O Rio Grande do Sul sempre teve um perfil diferenciado com relação ao restante do país, seja com relação à cultura, à culinária e até mesmo o processo de independência, com um senso de patriotismo – até bairrismo na opinião de alguns – muito forte. A Ordem DeMolay segue essa inclinação? Existe alguma característica gaúcha que seja mais intensa do que em outros lugares?

Segue sim. É natural que os DeMolays reflitam na Ordem as características do local onde vivem e no Rio Grande do Sul isso não é diferente. Como tu mesmo disse, somos um povo muito fiel as nossas tradições e isso faz com que naturalmente sejamos conservadores e tenhamos maior resistência a mudanças que envolvam a ritualística da Ordem DeMolay, por exemplo. Outra característica é a convicção naquilo que pensamos, o que resultou no fato de termos sido o primeiro GCE a se filiar ao SCODRFB. O frio que muitos experimentaram no Congresso Nacional ano passado talvez seja o motivo de outra característica bem forte nossa e que é muito presente nos DeMolays gaúchos, que é a hospitalidade, que tenho o privilégio de sentir cada vez que visito algum capítulo jurisdicionado ao nosso GCE.

Quais são os desafios de ser Grande Mestre Estadual no Rio Grande do Sul?

Ser o GME de um Estado onde existem tantos irmãos com capacidade de liderança e experiência de muitos anos de Ordem DeMolay, além de possuir Capítulos com grande tradição, faz com que estejamos sempre trabalhando para inovar e manter todos interessados em participar dos projetos estaduais e nacionais, o que é, sem dúvida, um grande desafio. Também tenho como desafio buscar expandir a Ordem DeMolay no nosso Estado. No final do ano passado instalamos um castelo em Caxias do Sul e nesse ano instalamos um capítulo em Lajeado, o que me deixou muito feliz. O melhor é que tudo leva a crer que em breve colheremos mais frutos. A Maçonaria gaúcha é muito tradicional aqui e em alguns lugares muito resistente a novidades. Com a ajuda dos Grão-Mestres da Grande Loja e do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, que nos apoiam muito aqui no Estado, estamos obtendo êxito em chegar em novas Lojas e localidades.

Há algum tempo o Grande Conselho gaúcho é conduzido, na maioria dos diretores, por Seniores DeMolays. Isso é um diferencial na hora de gerenciar os projetos?

Sim, é um diferencial. A experiência de ter sido DeMolay ativo e ter feito parte de administrações capitulares e conhecer as dificuldades, anseios e desafios vividos nos Capítulos naturalmente facilita no gerenciamento dos projetos. Porém, é preciso ter cuidado para não ser criada uma cultura de que somente Seniores DeMolay é que são capazes de gerir com competência GCEs. São inúmeros os exemplos de irmãos maçons que não foram Seniores DeMolays e que realizaram grandes trabalhos nos seus Estados. No fim, os critérios que devem preponderar são os da competência e da dedicação.

Ano passado você foi um dos responsáveis pelo sucesso do VII CNOD, em Tramandaí. Quais foram os momentos mais complicados, que podem ser utilizados como experiência para os próximos eventos?

Só quem teve a experiência de organizar um Congresso Nacional sabe os inúmeros desafios que um evento desse porte reserva. Acredito que o principal desafio que tivemos em Tramandaí foi a estrutura de logística. Tramandaí fica a 100km do aeroporto de Porto Alegre e foi necessária a criação e gerenciamento de uma grande equipe de pessoas para receber e levar os congressistas até o seu destino. O custo dessa operação também foi considerável, porém necessário. O trabalho para angariar patrocínio também é difícil, demandando tempo, paciência e persistência. Quem organiza um Congresso Nacional deve estar atento aos mínimos detalhes e isso só é possível com muito planejamento com a devida antecedência e formação de uma comissão organizadora composta de irmãos com experiência e comprometidos.

Pouco tempo depois do CNOD realizado, Tramandaí apresentou um relatório detalhado do evento. Talvez nesse momento tenha sido um momento de grande satisfação. Existe algum instante especial da preparação do Congresso até o relatório que tenha ficado marcado na memória?

Foram muitos momentos inesquecíveis. A nossa eleição em Salvador foi um deles, quando conseguimos com muito esforço reverter o favoritismo de uma forte concorrente, apesar do ceticismo de alguns. Um dia antes do Congresso o meu Capítulo fez uma cerimônia histórica com a presença dos irmãos Greg Kimberling, Steve Crane e Frank Kell. Foi o prenúncio do que estava por vir... Lembro que me emocionei muito durante a Cerimônia de Abertura, quando tocaram os hinos do Rio Grande do Sul e do Brasil, e quando o irmão Rodrigo Lins declarou aberto o Congresso Nacional. Naquele momento “a ficha caiu”. Estávamos recebendo mais de 1000 irmãos de todo o Brasil, dos EUA e de outros países na nossa casa, numa estrutura grandiosa. Era o sonho do meu Capítulo e do Rio Grande do Sul virando realidade! Também marcou a minha memória a Cerimônia de Encerramento, quando pude fazer um pronunciamento e homenagear todos aqueles que ajudaram na realização do congresso e, em especial, os irmãos do Capítulo Escudeiros do Oriente Nº 493. Houve também o momento do final do jantar do sábado, onde todos que ajudaram na organização ficaram curtindo o sucesso do congresso. Enfim, apesar do trabalho cansativo, só guardo boas lembranças de um sonho que parecia impossível quando fundamos o nosso Capítulo e que conseguimos transformar no maior Congresso Nacional da Ordem DeMolay já realizado.

Por enquanto, entre os gaúchos, apenas o Past Grande Mestre Estadual Luciano Escobar fez parte de administrações nacionais do Supremo Conselho, porém figuras como Allan Silveira, também de Tramandaí, sempre estiveram dando suporte aos projetos desenvolvidos pelo SCODRFB. Existem lideranças juvenis ou adultas no Rio Grande do Sul que devem despontar no cenário nacional nos próximos anos?

Sem dúvida! Essa é uma questão que enfatizo muito aqui no Rio Grande do Sul. Temos condições de contribuirmos mais para o crescimento e fortalecimento da Ordem DeMolay no Brasil. Claro que para isso temos que participarmos mais das atividades desenvolvidas pelo Supremo Conselho e pelo Gabinete Nacional, o que tenho a convicção de estar melhorando. Acredito que o Congresso Nacional do ano passado serviu para mostrar parte do belíssimo trabalho que os gaúchos realizam em prol da Ordem DeMolay, bem como para servir de inspiração para que mais irmãos e Capítulos daqui busquem estar presentes no cenário nacional. Tomara que isso não demore a ocorrer.

Na sua opinião, existem entraves para que a Ordem DeMolay se desenvolva ainda mais no Brasil? Quais seriam eles? Como solucioná-los?

Muito embora a Ordem DeMolay já esteja às vésperas de completar 100 anos, sabemos que ainda existem alguns irmãos maçons que possuem resistência em apoiar essa causa tão nobre. Na maioria dos casos é verdadeiro desconhecimento da nossa história e do trabalho sem igual que a Ordem DeMolay desenvolve com os jovens. Acredito que esse preconceito de poucos é o grande entrave para que nos desenvolvamos ainda mais. A solução para isso é o SCODRFB e os Grandes Conselhos continuarem realizando esse trabalho de divulgação e de estreitamento de relação com as Potências Maçônicas regulares e suas respectivas lojas. É um trabalho de longo prazo, mas que tenho certeza que não nos arrependeremos dos frutos que iremos colher.

Outra questão que atualmente dificulta o desenvolvimento da Ordem DeMolay é o fato de que alguns irmãos infelizmente ainda semeiam dúvidas e discórdia sobre um fato que é irreversível, qual seja, de que o Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil é a única instituição com legitimidade jurídica e reconhecimento do DeMolay International para gerir a nossa ordem no Brasil. Contudo, sabemos que muito em breve isso terá fim, já que temos a convicção de que a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal, que deu ganho de causa ao SCODRFB, será confirmada de forma definitiva em instância recursal.

Existe alguma mensagem que você gostaria de passar para a Ordem DeMolay brasileira, que recentemente teve seu contrato de regularidade estendido até 2019?

Esse reconhecimento, que vem de irmãos com mais de 50 anos de vida DeMolay – alguns até conheceram pessoalmente ‘Dad’ Land –, mostra o quanto acertamos quando decidimos mudar os rumos da nossa Ordem aqui no Brasil há pouco menos de dez anos. Se construímos isso tudo em tão pouco tempo, não tenho dúvida que se continuarmos trabalhando da mesma forma testemunharemos uma história da qual nos orgulharemos sempre. Não devemos nos acomodar, mas sim trabalharmos para que a Ordem DeMolay alcance cada vez mais jovens e transforme as suas vidas assim como transformou as nossas!
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