17 de Setembro de 2019
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Omar Rogério, Grande Mestre Nacional
Publicado em 06 de Julho de 2013
Foto: Acervo SCODRFB
Empossado como Grande Mestre Nacional no último mês de julho, Omar Rogério Pereira Barbosa tem a missão de dar continuidade às atividades do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil após um ciclo de “quatro anos”, conforme seus antecessores, Ederson Velasquez e Carlos Eduardo Braga, trataram. Às vésperas de promessas de mobilizações populares, Omar Rogério não se esquivou de falar sobre o delicado tema e reconheceu que os DeMolays podem e devem participar das manifestações. Mineiro de Pirapora, o “Grande Mestre das Multidões”, apelido que ganhou quando ainda era Grande Mestre Estadual de Minas Gerais, ele não promete revoluções, mas garante que vai trabalhar muito pela Ordem DeMolay brasileira.
 
Para começar, um tema polêmico. Os últimos meses foram históricos para o Brasil com a presença maciça de milhares de jovens nas ruas, clamando por mudanças – ainda que não tenham definidas quais seriam elas. Como a Ordem DeMolay, uma organização eminentemente juvenil, se comporta diante desse momento político?
Penso que, para qualquer pessoa que decida participar dos movimentos legítimos, clamando por mudanças como você mesmo menciona, mas principalmente para o DeMolay, o importante é não perder o foco. O que seria isso? Não misturar a reivindicação justa com vandalismo e outros tipos de ações neste sentido, como vimos vários fazerem, infelizmente. Nós juramos ser sempre oposicionistas de tumultos ou badernas, portanto, ao mesmo tempo que temos que agir com cidadania, com patriotismo, participando para que nosso país, Estado, Cidade, tenham uma vida melhor e mais justa. Lembremo-nos também desta outra parte, jamais compactuarmos com oportunistas que se unem ao movimento para promoverem desordens e bagunças de quaisquer natureza.
 
O próximo Sete de Setembro está prometendo ser a data da "maior mobilização da história do Brasil". Os DeMolays vão estar nas ruas? Participando ou como coadjuvantes?
Eu penso que DeMolays, se quiserem de fato participar para o bem, liderarem movimentos de reivindicações justas, como já citei na resposta anterior, nunca serão coadjuvantes, pois são preparados diariamente para exercerem este papel com responsabilidade e honradez, mas é claro, tem coisas que são de foro íntimo, que dependem da pessoa, não da Ordem, cada um em sua cidade, na realidade da sua comunidade e que queira de fato envolver-se neste processo, estará sendo um agende de promoção para que as coisas aconteçam respeitando a ordem, as leis e ao mesmo tempo fazendo aquelas reivindicações que entendam serem justas e necessárias para melhoria de vida das pessoas do lugar, não temo de forma alguma por esta participação, ao contrário, onde houver um de nós, “DeMolay de Alma”, tenho certeza de que os princípios e direitos serão sempre respeitados.
 
Ultrapassando a barreira de temas espinhosos, vamos aos temas internos da Ordem DeMolay. No CNOD, em Manaus, em mais de um instante foi citado o começo de um ciclo após o fechamento de outro, que durou quatro anos. É complicado observar o Supremo Conselho com essa estrutura cíclica e, a partir dos discursos, não necessariamente de continuidade?
A continuidade não é ruim, o que é ruim é o continuísmo. Penso que renovação em todo lugar é sempre bem-vinda, isso oxigena as instituições, mas nem creio que o momento do Supremo Conselho seja de fim de ciclo. Até porque eu estive Grande Mestre Nacional Adjunto da gestão 2011-2013, participei praticamente da execução de todos os projetos empreendidos pelo excepcional Grande Mestre Nacional Ederson Velasquez e penso que numa instituição com a natureza da nossa, com os costumes que temos, com os procedimentos que empreendemos, sempre teremos continuidade no que dá certo é claro e correção de rumos naquilo que verifiquemos que esteja um pouco fora do padrão. Eu tenho citado desde o meu pronunciamento de posse e mesmo depois dele que não temos que “reinventar a roda”. Ela já existe, nossa missão diária será sempre fazê-la girar cada vez melhor e produzindo sempre mais energia positiva para a própria instituição. Com inclusão de novos projetos e novas idéias, mas falar em fim de ciclo, fim de era, não creio que seja o nosso caso, todos que me antecederam vieram acrescentando muito a esta estrutura para que chegássemos no ponto que estamos, motivo de orgulho positivo para todos Irmãos DeMolays e Maçons que a ela são ligados e assim devemos continuar, afinal, todos os nossos Diretores são pessoas que as nossas próprias fileiras produzem sejam fileiras de Capítulos ou de Lojas Maçônicas, só temos do que nos orgulhar como já disse.
 
O que esperar de Omar Rogério como Grande Mestre Nacional?
Praticamente todos o conhecem não é mesmo? Sempre foi muito ligado a estar próximo das pessoas, é aquela coisa de estar junto e misturado mesmo, quando vou a um evento, tenho sempre comigo aquela história de estar junto daqueles que ainda não conheço, de ouvir a opinião de quem talvez não tenha a oportunidade de falar em um Evento tão concorrido, sei lá, penso que é uma questão de estilo de vida, de trabalho, mas é claro, como todos se lembram da gestão no Grande Conselho de Minas Gerais, rendeu até a brincadeira do Hugo Frazão, então Mestre Conselheiro Estadual do Maranhão: “GRANDE MESTRE DAS MULTIDÕES”. Foi algo que muitos falam até hoje e que não me envaideceu jamais de modo negativo, não me acho nem mais nem menos por isso, apenas penso que cada pessoa tem seu jeito de ser, seu modo de agir de acordo com as situações que vão surgindo, devemos é aproveitar o que de bom cada um oferece, este é o ponto, podem esperar dedicação, esmero, tranqüilidade, energia, vontade, como sempre foi a nossa marca registrada nos trabalhos da Ordem DeMolay.
 
Durante o encerramento do CNOD, já como Grande Mestre Nacional, houve um convite para um garoto para receber o Hi, Dad. Naquele instante, você frisou que o mais importante da Ordem DeMolay são os DeMolays. Como equilibrar a relação entre o Omar Sênior DeMolay e o Omar Maçom?
Eu penso que os anos nos dão esta experiência, basta olharmos para a história um pouquinho e veremos os três Seniores que me antecederam como Grande Mestre Nacional, Sandro Romero, Carlos Eduardo e Ederson Velasquez. São pessoas com uma energia incrível, com estilos diferentes, mas sempre prontos pra luta, para os desafios, ao mesmo tempo em que se traduziram bastante equilibrados em questões polêmicas ou de maior calor e de maior apelo dentro da instituição. Graças a estas decisões e ações, chegamos ao que somos hoje, mas isso não veio de graça, todos eles passaram por uma espécie de “estágios”. Foram DeMolays ativos na Bahia, em Pernambuco e no Mato Grosso do Sul, assim como eu fui em Minas, exerceram papeis de liderança nesta fase, foram Mestres Conselheiros de seus Capítulos, Cal foi Mestre Conselheiro Estadual de Pernambuco, foi Mestre Conselheiro Nacional. Todos três foram membros de Conselho Consultivo em seus Capítulos, integraram Diretorias Executivas dos respectivos Grandes Conselhos Estaduais, mesmo caminho pelo qual passei, portanto penso que este estágio atingido não é gratuito, tem todo um tempo, toda uma semântica que trás a este equilíbrio que vocês mencionaram na pergunta. Quanto ao Higor, o DeMolay de Roraima que eu destaquei no CNOD, foi apenas uma observação daqueles olhinhos que brilhavam no meio daquela multidão, o amor que ele demonstra pela Ordem, com tão pouca idade, aquilo me contagiou, me marcou, me fez voltar no tempo, me fez rejuvenescer na alma e me deu muito mais força, coragem e grandeza para iniciar mais este trabalho pela nossa causa, agradeço muito a ele por tudo que me ensinou naqueles 2 dias, espero revê-lo em outros eventos. 
 
Existe a perspectiva de revoluções para os próximos dois anos? Como você espera entregar o Supremo Conselho para o seu sucessor?
Meus irmãos, a revolução que temos que promover agora é a revolução interior de cada um de nós, o mundo anda carente de pessoas boas, mas talvez esteja muito mais carente de atitudes boas, gente boa tem em todo lugar, como falamos aqui no interior de Minas Gerais, o difícil hoje é produzir coragem de agir externamente, a vida nos coloca voltados pra dentro de nós mesmo, nos faz de certa forma egoístas, correndo, sem tempo pra nada, contatos cada vez mais virtuais, mas queremos sim que cada dia estejamos mais preparados para exercer nosso papel na Ordem: Eu sou um DeMolay Ativo, “qual é o meu papel de fato?”. Eu sou um Dirigente Estadual, “qual é o meu papel de fato?”. Eu sou um Dirigente Nacional, “qual é o meu papel de fato”?. Se conseguirmos fazer com que os nossos irmãos, Maçons e DeMolays não só pensem assim, mas que principalmente ajam o tempo todo com isso em mente, já teremos alcançado nossa maior conquista por que a ordem será cada dia melhor. Quanto a parte administrativa, penso que iremos concluir os projetos deixados pelo Grande Mestre Nacional, amigo, irmão, parceiro, companheiro Ederson Velasquez, avançaremos na busca da excelência, cresceremos em número e como citei antes, cresceremos também nesta qualidade do que estamos prestando e avançaremos em questões importantes como relacionamento com os vizinhos da América do Sul e do resto do mundo, lembram-se: “onde houver uma Ordem DeMolay, nós estaremos unidos”.
 
Enquanto liderança máxima da Ordem DeMolay no Brasil, como conciliar as divergências internas para obter o máximo dos Capítulos e Grandes Conselhos Estaduais?
Penso que aquele que assume um posto deste patamar e imagina que teremos só cordeiros para dirigir, na nossa Instituição, está no lugar errado. Se buscamos formar Líderes de verdade não podemos sequer imaginar que divergências não ocorreriam, ao contrário, são até saudáveis, o ponto verdadeiro do papel do Grande Mestre Nacional é o que vocês disseram, o conciliador, o mediador, aquele que extrai a essência e faz com que todos vejam sempre a verdadeira beneficiada com nossas ações: A Ordem DeMolay Brasileira. A melhor forma de conciliarmos estas divergências é com diálogos francos, abertos, respeitosos mas ao mesmo tempo firmes, corrigindo excessos. Por isso vamos sim aprimorar nossas leis ainda mais, adianto que vamos realizar a Assembléia de Alteração Estatutária no CNOD 2014. Podem todos ficar tranqüilos que vamos conseguir, já existe uma estratégia montada para alcance do quórum, problema que aconteceu nas duas últimas, mas que nesta certamente que não ocorrerá e estes momentos nos farão ainda maiores, nunca devemos esquecer em nossos corações e mentes do amor que nos move, da Ordem DeMolay, das 7 Virtudes Cardeais, dos Ensinamentos de todas as nossas passagens ritualísticas, isso sim é que deve nos nortear, voltemos a Deus todo Poderoso e suas equipes de luz para que nos guiem sempre para isso, não somente o Supremo Conselho, mas os Grandes Conselhos, as Oficialarias Executivas e os Capítulos, Priorados, Cortes, Colégios Alumnis, Castelos, enfim, todos nós.  
 
Qual a mensagem que você deixa para os garotos que acabam de ingressar na Ordem DeMolay? E para aqueles que estão há algum tempo?
Aproveitem muito, sejam felizes, aprendam muito, vibrem, participem, interajam, vivam, amem, a vida é muito curta para deixarmos passar as oportunidades, principalmente as boas, evoluir é sempre a missão, crescer, saibamos respeitar o papel de cada um, saibamos qual é o nosso lugar, tudo na vida tem fases, tem passagens, existe o momento de ser DeMolay Ativo, assim como existe o momento de ser Sênior e o momento de ser Maçom, saibamos viver cada um deles, não invadamos o campo do outro, todos são importantes, a ordem precisa e se faz de todos: ela não existe só com DeMolays ativos, nem só com Seniores e nem só com Maçons, mas todos tem o seu papel totalmente definido dentro dela, saibamos a hora certa de exercer cada um deles... Grande Abraço a todos!!!
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