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Alexandre Modesto Braune, Grão-Mestre Adjunto da GL-TO
Publicado em 18 de Janeiro de 2014
Foto: Acervo pessoal
Modesto é um sobrenome. Mas no caso de Alexandre Modesto Braune é uma virtude, como pode ser observado na entrevista concedida ao DeMolay Brasil. A primeira do primeiro Sênior DeMolay brasileiro a se tornar Grão-Mestre Adjunto de uma Grande Loja. Aos 44 anos, já viveu um pouco de Ordem DeMolay – iniciou em julho de 1986, no Capítulo Barra Mansa nº 002, na cidade de Barra Mansa (RJ). Em 1990 já ocupava a função de Mestre Conselheiro do Capítulo, quando chegou a instalar o Capítulo Agulhas Negras nº 005. A experiência DeMolay não parou por aí. Em 1996 foi investido Chevalier, mas foi apenas a partir de 2001, quando desembarcou no Tocantins, que consolidou sua trajetória na Ordem DeMolay e na Maçonaria. Em 2003, iniciou na Maçonaria. De lá pra cá, numa trajetória de ascensão, nunca deixou de participar da Ordem DeMolay. Nesse meio tempo, iniciou no Shriner e ainda se tornou Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito. No final de 2012, se tornou Grande Mestre Estadual Adjunto do Grande Conselho do Tocantins. No mesmo ano foi escolhido presidente do Conselho Consultivo da Assembleia Raios de Esperança da Ordem Internacional do Arco-Íris para Meninas. E, a partir de fevereiro, enfrenta um novo desafio: ser Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Tocantins. Conheça um pouco mais sobre o primeiro Sênior DeMolay a atingir um alto posto da hierarquia maçônica no Brasil.
 
Quem é Alexandre Braune?
Um jovem de 44 anos, dedicado à família, buscando sempre seu aprimoramento pessoal, dedicado a promover o desenvolvimento da humanidade através de pequenas ações, abnegado DeMolay e Maçom que reconhece nestas Sublimes Instituições o caminho firme para o burilamento do caráter do jovem e do homem cidadão que respeita à Deus, à família e a pátria e que luta para garantir os legítimos direitos humanos.
 
Como é ser o primeiro Sênior DeMolay a ocupar um cargo na linha sucessória de uma Grande Loja no Brasil?
Uma responsabilidade, como todo DeMolay sempre ouvi e acreditei que os jovens iniciados nesta sublime irmandade ocupariam, com o passar do tempo e o mérito do trabalho sério e dedicado, os postos e cargos da maçonaria no Brasil, do mesmo modo como nos EUA. Esse momento chegou e me sinto responsável por fazer um trabalho profícuo pela Ordem Maçônica com a experiência e ensinamentos adquiridos na minha formação como DeMolay. Ser o primeiro impõe o desafio de fazer bem, pois servirá como modelo e para tanto trago comigo acesa e vibrante a virtude do companheirismo pois aí reside o propósito da Ordem DeMolay.
 
Ser Sênior DeMolay fez alguma diferença na sua trajetória profissional e maçônica?
Toda a diferença. Inegavelmente a Ordem DeMolay nos prepara de maneira única para o enfrentamento dos desafios profissionais, no modo como se constrói as relações sociais e da forma como enfrentamos os momentos bons e ruins de toda trajetória profissional. Do mesmo modo na vida maçônica, um maçom que tenha vivido seriamente a Ordem DeMolay é potencialmente melhor preparado para assimilar, praticar e difundir o ideal maçônico para a humanidade, claro que para ser um bom maçom não é necessário ter sido DeMolay, mas um DeMolay necessariamente deverá ser um bom maçom.
 
Você pode listar alguma característica que a Ordem DeMolay aprimorou em você?
A determinação para atingir objetivos, a persistência no trabalho em prol da melhoria da humanidade, a firmeza necessária para tomar decisões difíceis quando necessárias, a ternura que deve acompanhar a firmeza.
 
Mesmo chegando a uma posição de destaque na maçonaria, seu nome é pouco conhecido da Ordem DeMolay. Como foi a transição de DeMolay ativo até se tornar Grão-Mestre Adjunto da Grande Loja Maçônica do Tocantins?
Se considerarmos o cenário nacional realmente não sou conhecido, mas na dimensão local acredito que seja conhecido e reconhecido como um dedicado trabalhador da Ordem DeMolay. Desde a minha iniciação, em 1986, que, de modo ininterrupto, vivo a Ordem DeMolay. Esse trabalho foi reconhecido em 1996 quando fui agraciado com o Grau de Chevalier e novamente em 2012 quando fui eleito Grande Mestre Estadual Adjunto do Grande Conselho da Ordem DeMolay para o Estado do Tocantins. Além de já ter me dedicado como Presidente de Conselho Consultivo e Oficial Executivo, ter fundado e instalado Capítulo DeMolay. Foi justamente a experiência litúrgica e administrativa que a Ordem DeMolay me proporcionou caminhar a passos firmes pela vida maçônica, desde minha iniciação, passando por assessor de Grão-Mestre, Venerável Mestre até a recente eleição ao Grão-Mestrado. Sou um fervoroso admirador e apaixonado pelos ensinamentos dessas duas Sublimes Ordens, estudioso dos seus ensinamentos e um incansável buscador do entendimento destes ensinamentos, por isso, vejo que minha transição foi natural porque ainda me sinto como um DeMolay Ativo no sentido de que não abandonei os trabalhos do DeMolay enquanto progredia nos ensinamentos maçônicos. Hoje, sendo um maçom do Grau 33 e Grão-Mestre Adjunto eleito percebo que a base ainda é sustentada pelas sete virtudes cardeais.
 
Já faz algum tempo que você deixou de ser DeMolay ativo. Qual a melhor memória que você tem dessa época?
O companheirismo. Para mim foi fundamental encontrar e compreender essa virtude, um companheirismo que tem momentos bons de harmonia, paz e concórdia, mas também tem seu tempo nebuloso de crises e desajustes que de maneira cíclica, como a experiência da vida é, retorna novamente à harmonia. O companheirismo que nos sustenta a alma e anima o espírito. As amizades adquiridas, a constante troca de experiências entre todos com quem convivi, bons exemplos e exemplos nem tão bons assim, os sorrisos que soltei por experenciar a vida DeMolay me marcaram irremediavelmente, as oportunidades de realizar campanhas fraternas de auxílio a quem pode contar com nossa fraternidade, a oportunidade de conhecer as dificuldades de vida que muitas famílias vivem ainda e poder mitigar, mesmo que momentaneamente, um pouco desse sofrimento.
 
Apesar de ser Grão-Mestre Adjunto, é possível fazer ainda mais a diferença na sociedade em que a Grande Loja está inserida. Esse será o seu maior desafio?
Sempre é possível fazer a diferença, independentemente de posto ou cargo que momentaneamente esteja ocupando e que um dia passará. A Ordem DeMolay, assim como a Ordem Maçônica, por serem ordens iniciáticas, só podem ser compreendidas se forem vividas de forma plena e a descoberta de resistências pessoais aos seus ensinamentos, o maior desafio de todo iniciado é viver, praticar e aplicar os ensinamentos que aprende e apreende em sua caminhada iniciática. Portanto, meu maior desafio é e sempre será fazer com que meu espírito não se afaste destes ensinamentos e possa através de atos condizentes com esses ensinamentos, arrastar outros jovens e homens a conhecerem essas fraternidades, um Grão-Mestre, mesmo que Adjunto, se torna uma referência à sua comunidade interna, dos iniciados, e externa, dos não iniciados. Por ter esse desafio é que estabeleço como meta pessoal poder congregar pessoas em torno desse ideal de amor, aperfeiçoando os costumes de nossa vida em sociedade, sendo tolerantes e respeitando a autoridade e a crença de cada um.

Como fonte de inspiração para outros jovens que aspiram ascender na hierarquia maçônica, qual conselho você pode passar para eles?
 
Vivam a Ordem DeMolay em sua plenitude, não se furtem aos trabalhos capitulares, aos desafios de seus Grandes Conselhos e às metas do Supremo Conselho. O ensinamento DeMolay não se aprende só na teoria, é necessário praticá-los, portanto estudem os rituais e monitores mas vivam esses ensinamentos, se lancem a buscar sempre a melhoria pessoal, do seu Capítulo e da cidade onde mora e acreditem, é possível conciliar vida pessoal, seus estudos, sua casa e sua família, com a vida da Ordem DeMolay. Tenho 27 anos de iniciado DeMolay, casado, dois filhos, dois cursos de graduação e sempre trabalhei em prol de nossa Ordem. Há momentos em que terão que se dedicar menos, com menor intensidade de trabalho, mas nunca é necessário se afastar. Outra dica importante, nunca guardem mágoas, inevitavelmente você será muitas vezes contrariado, frustrado e magoado, lembre-se nessas horas que a Ordem DeMolay é feita por pessoas, mas essas pessoas não são em si mesmas, a Ordem DeMolay, e continue avançando pois se frustrar faz parte do aprendizado da vida, fortalecendo mente e espírito para os embates inevitáveis que ela lhe trará. Convide outros jovens a viver também essa experiência, somos pessoas essencialmente sociais, portanto, ao indicar um jovem para iniciação, você pode estar começando a contribuir com a formação de um líder. Se assim não for, não se entristeça, pois nem todos estão preparados para essa jornada, siga em frente e inicie outros jovens. E quando tiver vivido plenamente a Ordem DeMolay, se desafie a viver a Ordem Maçônica, do mesmo modo porém com outras metas, outros mistérios a desvendar. Meus irmãos, essas Ordens se completam de modo espetacular e, ao final da jornada, você descobrirá duas coisas: primeiro - com certeza verá que valeu a pena e segundo – a jornada não tem fim. Perceberá como se transformou e ajudou a transformar seu meio e que o trabalho não termina pois muitos ainda estão em peregrinação e que precisam do seu apoio assim como você o recebeu quando necessário.
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