23 de Agosto de 2019
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Daricélio Moreira, PMCN
Publicado em 10 de Abril de 2014
Foto: Acervo pessoal
De ônibus de Rio Branco (AC) para Campo Grande (MS), Daricélio Moreira Soares decidiu correr atrás de um sonho: ser eleito Mestre Conselheiro Nacional. Foi assim que ele chegou no I Congresso Nacional da Ordem DeMolay, com uma mala com alguns pins doados e esperança. Lá conquistou a maioria dos votos e acabou se tornando a primeira liderança juvenil nacional do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil. E o pioneirismo do jovem do Capítulo Nassere Nasserala José, de Sena Madureira, o tornou também o primeiro Mestre Conselheiro Nacional da região Norte do país. “A distância era um problema, mas que foi contornado na maior parte das vezes”, lembra Daricélio.
 
Como foi ser o primeiro Mestre Conselheiro Nacional de uma instituição que buscava se firmar no Brasil?
Não foi uma tarefa fácil, mas foi incrivelmente prazerosa. Tudo era novo e a construção da solução para atender cada necessidade e demanda era um desafio. O diferencial naquele momento era a união daqueles que queriam verdadeiramente a construção de uma Ordem DeMolay de base, voltada para o engrandecimento dos capítulos e de seus membros. O desafio maior era conseguir amenizar as marcas de um processo que nos causou grande dor. Fiquei no cargo por quase 14 meses e nossa intenção sempre foi integrar os DeMolays naquele momento. Essa experiência foi de longe a mais marcante da minha vida, sobretudo, em relação ao aprimoramento pessoal e formação como cidadão.
 
Existiam dificuldades naqueles primeiros momentos do Supremo Conselho? Como as lideranças juvenis ajudaram a superar essas dificuldades?
Sim. E não eram poucas dificuldades! Tínhamos situações e desafios semelhantes em alguns estados e em outros cenários totalmente opostos. Não sabíamos exatamente quantos éramos e “onde estávamos”.  A participação efetiva dos Mestres Conselheiros Estaduais e dos Grandes Conselhos (alguns em formação) foi o ponto fundamental para superar as dificuldades daquele momento. As lideranças se engajaram na causa e todos, ao seu modo, contribuíram.
 
Passados quase 10 anos desde a sua eleição, qual a sensação de saber que projetos nascidos no passado continuam funcionando até hoje?
Essa é a melhor parte. Alguns desses projetos eram ideias prematuras e saíram do papel com muita dificuldade, alguns não foram implementados em todos os estados. Mas o bacana é que um esforço inicial houve e com o tempo foram aprimorados. Os que existem até hoje são muito mais eficazes e funcionam melhor do que imaginamos naquela época. O primeiro esforço pra aliar modernidade na administração dos capítulos foi o DeMolay System. Lembro do Certificado de Referência que ganhou corpo na gestão do Arthur (Martins) e do Fernando (Duarte), do Censo DeMolay Brasil, do Ano DeMolay da Educação, dos Encontro Macrorregionais. Como disse anteriormente, essa é a melhor parte justamente por ver que aquilo proposto lá atrás fez e faz sentido, e mais que isso, valeu apena.
 
Você foi o primeiro Mestre Conselheiro Nacional da região Norte do Brasil. Foi difícil enfrentar a distância para liderar os jovens de todo o país?
A distância era um problema, mas que foi contornado na maior parte das vezes. Se não dava pra ir num estado, conseguíamos deslocar um representante daquela região pra lá. O Supremo Conselho não mediu esforços pra ajudar o Gabinete Nacional, enquanto teve condições pra isso, o fez.
 
Qual a sua melhor memória do período em que esteve à frente do Gabinete Nacional?
Sem dúvidas os encontros com os irmãos. Fosse numa reunião ritualística ou em um congresso era uma experiência fantástica. A cada ocasião, as vezes em um dia ou uma tarde, eu aumentava a quantidade de “novos velhos amigos”. Saber que a sua participação de alguma forma ajudava e estimulava os jovens era motivador e gratificante.
 
E a memória que deveria ser esquecida?
Acredito que até os maus momentos foram importantes para construirmos a Ordem DeMolay de hoje. No entanto, ainda é difícil compreender o clima de desunião e hostilidade que existia em alguns estados. Esquecido acho que não será, mas ao meu ver foram superados.
 
Qual a mensagem que você pode deixar para os jovens que estão atualmente construindo a Ordem DeMolay?
Que continuem na mesma “batida”. Estão indo muito bem. Valorizar virtudes e ideais coletivos, pensar sempre no engrandecimento da Ordem e saber ouvir e interpretar postos de vistas diferentes dos seus pode ser uma dica útil. Um abraço fraternal à todos. Que estejamos juntos ONTEM, HOJE E SEMPRE PARA A ORDEM DEMOLAY.
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