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Paulo Júnio de Lima , Coordenador do Ano DeMolay em defesa dos direitos humanos
Publicado em 02 de Outubro de 2015
Foto: Acervo pessoal
O ano “DeMolay em defesa dos direitos humanos” nasceu simultaneamente em Belo Horizonte (MG) e Belém (PA). Foram das duas cidades que confluíram as sugestões para que a discussão sobre os direitos humanos fizesse parte do cotidiano da Ordem DeMolay em 2015/ 2016. Um dos autores do projeto, o mineiro Paulo Júnio de Lima, conversou com o DeMolay Brasil e explicou as razões para a escolha. “Esta discussão tem sido cara às pessoas por causa da cultura social de que apenas uma parte da sociedade teria direito a certos direitos, mas os direitos humanos abrangem todos os direitos individuais”, justifica Lima. A expectativa, segundo ele, é que os Capítulos e Organizações Afiliadas aprofundem o debate sobre o tema e mostrem a capacidade de mobilização social da Ordem DeMolay. Lima cita ainda o papel do paraense Alexandre Creão, que, juntamente com ele, sugeriu que o tema anual fosse relacionado aos direitos humanos. Leia a entrevista completa!
 
Como surgiu o tema do Ano DeMolay?  Foi uma confluência de pensamentos de muitos membros da Ordem?

Direitos Humanos sempre foi um tema recorrente na sociedade, mas nunca foi discutido amplamente dentro da Ordem DeMolay, apesar de sempre os defender em nossos juramentos e alguns Capítulos debaterem o tema, percebemos a necessidade de uma discussão e aplicação específica sobre esta classe de direitos. Quando escrevi a proposta para concorrer ao tema anual 2015/2016 mandei pedidos de apoio para todos os Grandes Conselhos e quando foram publicados os temas que estariam concorrendo, vi que havia mais uma proposta envolvendo especificamente os Direitos Humanos, a proposta do Irmão Alexandre Creão, DeMolay Ativo, membro do Capítulo Harmonia e Fraternidade nº 85, da cidade de Belém (PA). O que mais me chamou a atenção é que eu, sendo Sênior DeMolay e Maçom de Belo Horizonte (MG), sem conhecer o Alexandre, sendo membros de duas regiões distintas, e além das nossas diferenças de idade e círculos de convívio dentro da Ordem DeMolay, fizemos propostas com a mesma a temática, com abordagens diferentes, mostrando que este tema tem sido debatido por todo o Brasil. Assim, juntamos nossos esforços e defendemos a proposição do tema “DeMolay em favor dos Direitos Humanos” na Sessão Anual.
 
Falar em Direitos Humanos nos últimos tempos tem levantado polêmicas e discussões profundas. Como debater um tema assim sem ser piegas?

O primeiro fato ao qual devemos nos ater é: direitos humanos são inerentes ao ser humano. Assim, não precisamos ter discussões extremamente subjetivas sobre o assunto, o que se deve ter é o esclarecimento que se tal classe de direitos é inerente aos seres humanos, ela deve ser garantida a todos, sem exceção.
 
Tanto a Declaração Universal dos Direitos Humanos quanto a Constituição de 1988 definem condições básicas para o pleno direito dos homens (e das mulheres). Por que, na sua avaliação, mesmo com tanto tempo na condição de lei, defender os direitos humanos ainda é um tema tão caro à sociedade?

Acreditamos que esta discussão tem sido cara às pessoas por causa da cultura social de que apenas uma parte da sociedade teria direito a certos direitos, mas os direitos humanos abrangem todos os direitos individuais presentes na Constituição Federal, portanto é através deles que é garantida a dignidade da pessoa humana.
 
Como os Capítulos e Organizações Afiliadas podem debater o tema sem cair em lugares comuns, a exemplo de máximas como "bandido bom é bandido morto", que toma cada vez mais corpo no ambiente social em que vivemos?

Cabe afirmar que a sociedade tem confundido os conceitos de "justiça" e "vingança", então mesmo que alguém cometa um crime, essa pessoa precisa sim ser punida, mas a segurança de sua dignidade deve ser garantida, pois a prisão não ressocializa, ela apenas pune. Entretanto, nós aconselhamos aos Capítulos e Organizações os quais, por ventura, não queiram discutir tais assuntos polêmicos, que eles se atenham a temas como: a garantia de direitos a pessoas que vivem em países autoritários, deficiência de direitos civis para grupos minoritários e nas camadas sociais mais pobres e/ou excluídas, entre outros. Se todos somos iguais perante a lei, não há porque garantir uma coisa para uns e outra para outros.
 
Os DeMolays têm preparo para discutir direitos humanos? Direitos humanos ou humanos direitos?

A Ordem DeMolay está cada vez mais ligada aos problemas sociais ao passo que os DeMolays estão se despindo de preconceitos oriundos de gerações passadas, portanto certos assuntos que podem estar sendo vistos como polêmicos ou tabus por algumas pessoas, estão sendo vistos como conversas comuns na roda de amigos pelos DeMolays, por isso não é preciso postergar tais discussões com nossos irmãos e tios. Temos que lembrar que enquanto DeMolays defendemos as liberdades: civil, intelectual, política e religiosa coadunando com a liberdade de expressão. "Direitos humanos" é a classe de direitos garantida a todos os seres humanos e por este fato deve ser defendida e garantida. O conceito de "Humanos direitos", sendo ou não um pensamento da sociedade, não deve intervir na garantia dos direitos do ser humano quanto sua dignidade.
 
Qual a expectativa dos coordenadores do projeto após a finalização da campanha?

Esperamos, primeiramente, que todo DeMolay possa defender os Direitos Humanos de modo que não se restrinja a certos grupos sociais, pois o primeiro passo é esta conscientização de todos os irmãos. Depois queremos que o conhecimento seja repassado aos familiares e à comunidade, para que certas crendices sejam desconstruídas.
 
Vocês definiram algum tipo de meta para o programa? Qual seria ela?

A principal meta é a difusão desta classe de direitos, para que todos possam entendê-la, defendê-la e cobrá-la. Também queremos humanizar os DeMolays através dos estudos de onde os Direitos Humanos surgiram e como eles permeiam o mundo todo, podendo ser feito um paralelo da garantia dos Direitos Humanos em nossas comunidades e no Brasil. Outra sugestão que defendemos é o trabalho com a comunidade, e em especial com as escolas públicas. Os jovens devem conhecer do assunto proposto e serem multiplicadores na sociedade, pois um jovem consciente se torna um adulto consciente.
 
Novos enfoques para os direitos humanos - ou novos temas dentro desse universo - podem surgir ao longo do Ano DeMolay? Como discutir isso com a coordenação do projeto?

O projeto escrito já é amplo. O conceito, a história e os enfoques dos Direitos Humanos são mais amplos ainda. Durante o projeto existirão discussões, palestras e estudos guiados e orientados por especialistas nos Direitos Humanos (como sugere o projeto). Assim, o ideal é inovar e trazer ideias novas de como trabalhar e defender tais direitos. Desse modo conseguiremos penetrar cada vez mais fundo na sociedade com nossas ações direcionadas ao tema anual. A comissão está totalmente aberta para sugestões e envio de novas ideias, que podem ser discutidas e passadas ao Gabinete Nacional. O contato pode ser feito direto ao Supremo Conselho ou Gabinete pelas mídias sociais já conhecidas por todos.

Eu estou totalmente a disposição de todos os irmãos DeMolays e maçons, e aproveito para ressaltar a contribuição do Irmão Alexandre Creão que também assina o tema anual “DeMolay em favor dos Direitos Humanos” e tem dado uma importante contribuição para a construção deste projeto.
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