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Cassiano Morais, Grão-Mestre eleito da Grande Loja do Distrito Federal
Publicado em 05 de Janeiro de 2016
Foto: Acervo pessoal
Cassiano Teixeira de Morais entrou para a história da Maçonaria brasileira no começo de dezembro do ano passado. Foi o primeiro Sênior DeMolay a ser eleito Grão-Mestre de uma Grande Loja Maçônica no Brasil. Aos 36 anos, Morais é um dos mais jovens a assumir um Grão-Mestrado no país e evita falar em pioneirismo. “Foi algo sem premeditação”, assegura. Membro do Capítulo Paracatu nº 55, da cidade de Paracatu (MG), Morais iniciou na Ordem DeMolay em 1994 e chegou a ser Mestre Conselheiro Nacional – após passar por cargos como Mestre Conselheiro Estadual de Minas Gerais, Mestre Conselheiro Regional da 5ª Oficialaria Executiva de Minas Gerais e Mestre Conselheiro do Capítulo em que iniciou. O médico psiquiatra, no entanto, se torna um marco para a Ordem DeMolay brasileira fora das terras mineiras. No dia 20 de fevereiro, toma posse como Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal. Leia a entrevista completa!

Você é o Grão-Mestre mais jovem do Brasil nas Grandes Lojas. É um paradigma sendo quebrado?
Via de regra, os maçons escolhem o seu Grão-Mestre de forma democrática e optam por pessoas com reconhecida experiência e capacidade de liderança. Normalmente, a experiência vem atrelada à idade cronológica, embora nem sempre. Já tivemos, em outros tempos, Grão-Mestres jovens. No caso dessa eleição, o fator decisivo foi que os irmãos também levaram em consideração a minha experiência como DeMolay. Afinal, pertenço à família maçônica desde os 14 anos. A minha formação moral se deu sob a forte influência de uma entidade paramaçônica, dentro de um Templo e sob a supervisão de maçons. Isso faz toda a diferença.
 
Como conciliar as atividades profissionais com os deveres da Grande Loja? Você planejava assumir uma responsabilidade como essa tão jovem?
Um dos ensinamentos da Maçonaria, simbolizado pela Régua de 24 polegadas, é o bom emprego do tempo. Organizando e dividindo bem as horas do nosso dia, conseguimos desempenhar com eficácia as nossas tarefas. É bem verdade que o fato de ser profissional liberal facilita bastante, pois disponho de total flexibilidade de horário. Mas o mais importante de tudo é a dinâmica de trabalho. Ao longo desses anos e durante a campanha, formamos uma excelente equipe. Com autonomia e uma boa divisão de tarefas, alcançaremos os resultados esperados sem sobrecarregar ninguém. Na verdade, eu não planejava assumir o Grão-Mestrado nesse momento, mas a oportunidade surgiu e eu abracei o desafio.
 
Para a Ordem DeMolay, a sua eleição é um marco ainda maior, pois ao assumir como Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica você é o primeiro Sênior DeMolay a chegar a um posto tão expressivo da maçonaria. Isso aumenta a sua responsabilidade?
Com certeza. A Ordem DeMolay é uma escola de líderes e agora é chegada a hora dessa liderança ser posta à prova, dentro do próprio meio maçônico.
 
O pioneirismo era uma meta?
Na verdade, não. A própria candidatura ao Grão-Mestrado foi algo sem premeditação, foi espontâneo, fruto dos trabalhos desempenhados dentro da Maçonaria e da vontade dos irmãos.
 
Como você construiu sua jornada na maçonaria? Utilizou os preceitos da Ordem DeMolay para chegar tão longe?
Os preceitos e os ensinamentos da Ordem DeMolay sempre me acompanharam, tanto em meus progressos na Maçonaria, quanto no mundo profano.
 
Desde a época de DeMolay Ativo, você teve uma atuação de destaque, chegando ao cargo de Mestre Conselheiro Nacional. Quais os ensinamentos da Ordem DeMolay você pretende usar na prática como Grão-Mestre?
Certamente eu aprendi muitas e belas lições na Ordem DeMolay e pretendo lançar mão de todos os conhecimentos úteis para o bom desempenho da função de Grão-Mestre. Talvez mereça destaque a valorização do Companheirismo e a paixão pela Ritualística, que é marca registrada dos DeMolays.
 
É possível comparar as duas instituições ou são administrações completamente distintas?
Sem dúvida, as duas instituições possuem muita coisa em comum. Ambas são ordens fraternais, iniciáticas e que valorizam a formação moral do ser humano. O que é bom para a Ordem DeMolay, certamente é bom para a Maçonaria. Mas a idade e a geração dos integrantes é bem diferente, o que faz jus a tratamento e administração personalizados a cada uma das Ordens.
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