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João Gabriel, PMCN: 'Ser DeMolay não é para qualquer um'
Publicado em 02 de Setembro de 2012
Foto: Acervo pessoal
Depois de entrevistar Paulo Rafael Mesquita, o Mestre Conselheiro Nacional que iria tomar posse em Belo Horizonte no VIII Congresso Nacional da Ordem DeMolay, o DeMolay Brasil decidiu entrevistar também aquele que deixou a função, João Gabriel, que ficou conhecido por seu dinamismo e pela condução de projetos simultâneos, ao lado de Vinícius Filgueiras. O “Super DeMolay” como a camisa lançada no finalzinho da gestão conversou com o portal direto de Londes, para onde embarcou num programa de intercâmbio pouco tempo depois de encerrar o seu período à frente do Gabinete Nacional. “O que levo comigo sempre são as experiências e as amizades que fiz nesses últimos anos dentro da Ordem DeMolay”, lembra o Past Mestre Conselheiro Nacional, que agora tem como foco a conclusão da faculdade e o início de uma carreira profissional que, se for parecida com a gestão 2011/2012 das lideranças juvenis do Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil, será de muito sucesso. Veja como foi o bate-papo com João Gabriel:
 
Findada uma gestão no Gabinete Nacional marcada por diversos projetos simultâneos, o fôlego já está recuperado?
Realmente estava exausto após nossa administração junto ao Gabinete Nacional. Foi uma longa sequência de visitas associadas a 24 projetos, viajamos e fizemos muita coisa em um ano. Passamos um pouco mais de um mês, com certeza já conseguimos recuperar nossas baterias, agora meu foco está basicamente em reorganizar a vida. Passei três semanas na Universidade de Oxford, Inglaterra, agora meus planos se restringem a minha formação acadêmica e ainda voltar a trabalhar remunerado.
 
Qual é o próximo desafio?
O desafio é terminar minha faculdade, com certeza vou me dedicar bastante a isso, além, é claro, de voltar a trabalhar. Em relação a Ordem DeMolay, não consigo largar o osso depois de nove anos consecutivos trabalhando pelo desenvolvimento de nossa Ordem. Desacelerei muito a minha rotina, reconheço que temos um ciclo, preciso dar espaço para a nova geração que vem trazendo uma grande remessa de novidades. Uma coisinha aqui, outra ali sempre faremos, estou assessorando o Grande Conselho de São Paulo em alguns assuntos relacionados a comunicação. No Supremo Conselho, espero dar continuidade em alguns projetos iniciados no último ano, mas nada além disso.
 
Você praticamente saiu da função de Mestre Conselheiro Nacional para um intercâmbio na Inglaterra. Além da expansão de horizontes profissionais e pessoais, a viagem foi para descansar um pouco da Ordem DeMolay?
Nosso Pai Celestial sempre me abriu portas. Na última semana de gestão tive alguns problemas em minha rematrícula na faculdade, fui obrigado a mexer no sistema online, descobri no último dia a oportunidade de intercâmbio. Tudo foi muito rápido, de um dia para o outro me ligaram, tive que correr até São Paulo, sede da reitoria da universidade. Recebi a resposta que tinha sido aprovado lá em Mato Grosso do Sul quando já estava com o DeMolay Internacional para nosso Congresso Nacional, providenciei toda documentação de Campo Grande mesmo, no fim deu certo. A viagem não foi para descansar da Ordem DeMolay, estava em Oxford estudando e trabalhando no novo portal do Grande Conselho de São Paulo. Tenho o problema de não conseguir parar quieto. Não fugi do Brasil para descansar (risos). Fui estudar.
 
Durante um ano à frente do Gabinete Nacional foram inúmeras histórias alegres – e também tristes. Você poderia falar quais foram os momentos mais marcantes?
O que levo comigo sempre são as experiências e as amizades que fiz nesses últimos anos dentro da Ordem DeMolay. Sobre momentos marcantes eu cito nossa posse, em Tramandaí – Rio Grande do Sul. Ali, naquele momento, eu estava psicologicamente acabado depois de seis meses intensos em campanha eleitoral. Outro momento sensacional foi nosso Encontro de Líderes, realizado no Rio de Janeiro, foi muito bom ter quase todos os Mestres Conselheiros Nacionais reunidos na Cidade Maravilhosa. Um acontecimento que jamais pensaria que aconteceria foi a semana do meu aniversário com o Mestre Conselheiro Internacional. Rodamos com ele quatro estados brasileiros, passar a semana com eles e, em seguida, receber o título de Mestre Conselheiro Internacional Honorário é indescritível.
Me recordo com detalhes de cada congresso, sobretudo a receptividade de meus irmãos e tios. Sou eternamente grato pelo carinho que cada DeMolay me recebeu em seus estados. Nunca me esqueço também dos episódios cômicos, para citar, a vez que o chuveiro caiu na minha cabeça, ou ainda a vez que o chuveiro explodiu enquanto tomava banho. Quem imaginaria que eu trocasse o nome do Grande Mestre em meu discurso de encerramento de congresso? São coisas da vida. (mais risos)
 
Qual a grande diferença entre o João Gabriel que tomou posse em Tramandaí e o que entregou a função em Belo Horizonte?
O João Gabriel de Tramandaí era mais cauteloso, já o de Belo Horizonte era aquele que ria para não endoidar de vez. Nosso ano de Mestre Conselheiro Nacional foi muito intenso, então em Belo Horizonte estava tranquilo pelos resultados do ano, mas estava preocupado com o evento e com a finalização dos últimos projetos. Aprendi muito com cada pessoa que conversei, em todo lugar que passávamos, em cada conversa que tinha com os meninos compreendia a realidade de cada um. Isso me ajudou bastante como líder e como pessoa.
 
Como foi a sua relação com o Mestre Conselheiro Nacional Adjunto, Vinícius Filgueiras, durante o mandato? E com o Supremo Conselho?
Trabalhar com o Vinícius foi muito bom, erámos “Tico e Teco”. Eu sempre muito rígido, Vinícius muito centrado. Infelizmente, não conseguimos fazer com que o Vinícius viajasse na mesma proporção que eu viajei, ele passou por momentos difíceis em sua vida particular que impossibilitaram algumas atividades. Vinícius é muito competente e só tenho elogios a tecer em relação a meu amigo. Em relação a Yuri Frazão, nosso Secretário Geral, este sofria em minha mão, assim como todos os secretários (risos). Sem eles não faríamos nada, preciso agradecer novamente a cada um deles. O SCODRFB possui uma organização fantástica, temos uma sede própria, funcionários capacitados, estrutura invejável. Nossos atuais diretores são sem dúvida excepcionais, trabalhar na equipe de Ederson Velasquez não tem preço. Todos os dirigentes do Supremo são pessoas sensacionais, me ensinaram muito durante o último ano. Tive bom relacionamento com cada um. Dava muito trabalho aos nossos colaboradores e, sobretudo, ao nosso assessor de comunicação, mandava mil coisas para serem postadas no site.

Qual a grande lição que você leva para a vida?
Não importa se você é iniciático ou Mestre Conselheiro Internacional Honorário, todos precisam ser respeitados. Aprendi a tratar todas as pessoas da mesma forma. Não podemos fazer com o outro aquilo que não queremos para nós. Aprendi a ser grato por tudo que fizeram e fazem por mim. Aprendi que às vezes você subestima uma pessoa e aprendemos muito com ela, aprendi a dar valor nas pequenas coisas. Aprendi que para transformar o mundo você não precisar ser Mestre Conselheiro Nacional. Aprendi a importância da família em nossa vida. Aprendi que quando estamos tristes precisamos desabafar, enxugar as lágrimas e continuar o nosso trabalho. Tantas coisas... me passa um flash-back na cabeça... que saudade. Estou acompanhando nosso novo Mestre Conselheiro Nacional como se fosse um pai assistindo seu filho dar os primeiros passos.
                 
Na viagem aos Estados Unidos, você conheceu a sede do DeMolay Internacional e o túmulo de Frank Sherman Land. Como descrever esses instantes?
Quando se é eleito Mestre Conselheiro Nacional você praticamente ganha uma viagem para o Congresso Internacional. Neste ano, eu usei algumas economias pessoais e estiquei a viagem para realizar o sonho daquele DeMolay que iniciou em 2003: conhecer o famoso DeMolay Internacional. O DI é sensacional, é um prédio de um andar do tamanho de um quarteirão. Na entrada temos uma galeria de ex-líderes. Em seguida temos acesso ao museu, materiais diversos sobre a Ordem DeMolay. Lá tem inclusive materiais do Brasil, inclusive um informativo da Grande Loja Maçônica de São Paulo. Conheci o Hall da Fama, o escritório do Frank S. Land, sentar na cadeira que ele usava todos os dias não tem preço. Aquele famoso vitral está em nossa sede em Kansas City, o altar, primeira bíblia, primeiro ritual... Lá dentro tem uma seção especial para Wall Disney com ilustrações e fotos inéditas. Quadros, colares, pertences pessoais do Land. É muito difícil descrever a emoção que senti em visitar o DeMolay Internacional. Eu parecia uma criança em um parque de diversões. Ter acesso ao acervo do DI foi algo mágico.
 
Qual a mensagem que você deixa para os DeMolays de todo o Brasil?
Obrigado Brasil pela oportunidade. Você DeMolay que está lendo esta entrevista, sinta-se abraçado por minha pessoa. O pessoal sempre achava que o Mestre Conselheiro Nacional era um ser intocável. Não, não é. Se você sonha em um dia se tornar MCN, o caminho para o sucesso é ser exemplo em suas atividades e jamais desista. Seja sempre humilde em suas atividades e pensamentos.  Eu jamais quis ser MCN. Meu trabalho trouxe o cargo até mim. Chegar a MCN demorou oito anos, tenha calma, não desista de seus sonhos. Vivam as sete virtudes, estou falando de viver literalmente. Respirem Ordem DeMolay. Aproveitem a oportunidade que vocês tem de fazer parte de uma organização sólida. Em cada atividade, FAÇA A DIFERENÇA. Dê o seu melhor em tudo que vocês fazem.
Ser DeMolay não é para qualquer um. Eu confio em você. Ame seus pais, ESTUDE. DeMolay não enche barriga. Sempre quando algo não sair como planejou, pare, pense no que aconteceu e reflita para você não errar de novo. Sejam felizes meus irmãos!
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