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Revista DeMolay
André Gondim, Grande Escriba do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco
Publicado em 20 de Abril de 2018
Acervo pessoal
Foto: SC
01. Fale um pouco sobre você.
 
Sou André de Aragão e Gondim, analista e gestor de empresas, casado com Rosane Gondim, paraense, iniciado na Loja Constância 40 nº 56 da GLMERJ, Past Venerável Mestre da Loja Maçônica De Campos Ribeiro 51 e da Loja de Pesquisas George Washington nº 87, ambas da Grande Loja Maçônica do Pará. Atualmente sou membro da ARLM Grão-Pará nº 85 e na Grande Loja ocupo o cargo de Grande Secretário das Relações Exteriores.
 
Iniciado nos altos graus do Rito de York através do Capítulo José Guimarães Gonçalves nº 001 (RJ), em 1993, sendo um dos pioneiros no Rito de York no Brasil. Sou fundador de diversos destes corpos maçônicos, Lojas e Ordens no Brasil.
 
Sou Past Sumo Sacerdote do Capítulo Grão-Pará nº 49 de Maçons do Real Arco do Brasil (Belém - PA), Past Ilustre Mestre do Conselho Grão-Pará nº 29 de Maçons Crípticos do Brasil (Belém - PA) e atual Eminente Comandante da Comanderia Grão-Pará nº 6 de Cavaleiros Templários do Brasil (Belém - PA) e Grand Recorder da Grande Comanderia de Cavaleiros Templários do Brasil.
 
Possuo grau 33 no Rito Adonhiramita, Cavaleiro Templário (KT), membro do Tabernáculo Bethlém nº 269 de Sacerdotes Cavaleiros Templários (KTP), bem como de Ordens Rosacruzes e Martinistas.
 
02.  Fale um pouco sobre seu cargo na instituição (Supremo Capítulo do Real Arco), o que ele representa e principais funções.
 
Atualmente estou como Grande Escriba do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil, algo similar a um segundo vice-presidente na entidade. Nacionalmente, o Real Arco é presidido pelo Grande Sumo Sacerdote, auxiliado pelo Grande Rei (1º vice-presidente) e Grande Escriba (2º vice-presidente), sendo esses os responsáveis em presidir o Supremo Grande Capítulo e auxiliar na gestão dos Capítulos em todo o território nacional.
 
A Cada 3 anos, uma nova administração toma posse, onde o oficial que antes ocupava o cargo de Grande Rei assume como o novo Grande Sumo Sacerdote e o oficial que ocupava o cargo de Grande escriba passa a ocupar o cargo de Grande Rei e um novo Grande Escriba é escolhido. É justamente isso que vai acontecer este ano, na nossa reunião trienal que será realizada na cidade de Florianópolis, em novembro, quando estarei assumindo como o novo Grande Rei, para o triênio 2018-2021. Esse sistema de linha sucessória garante a continuidade institucional sem, contudo, ter continuísmos e perpetuação de cargos.
 
03. Fale um pouco da ligação do Rito de York com a Ordem DeMolay.
 
Para melhor exemplificar este elo indissolúvel, vou me apropriar de um trabalho do Companheiro Kennyo Ismail, atual Grande Ilustre Mestre do Grande Conselho de Maçons Críptcos do Brasil, entidade que, inclusive, tem sido presidida por Seniores DeMolays.
 
Vejamos o que ele escreve sobre este vínculo:
 
"A estrita relação entre o Rito de York e o surgimento da Ordem DeMolay é amplamente conhecida no meio maçônico norte-americano e de outros países, mas ainda pouco difundido no Brasil. Isso provavelmente se deve ao fato da Ordem DeMolay ter aterrissado em terras brasileiras por intermédio do Rito Escocês, mais especificamente do Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês da Maçonaria para a República Federativa do Brasil, no início da década de 80, época essa em que o Rito de York, apesar de maior e mais antigo, ainda não havia sido implementado no país.
 
Bom, não há como falar em surgimento da Ordem DeMolay sem falar sobre Frank Sherman Land, idealista e fundador da Ordem. Ele ingressou na Maçonaria em maio de 1912, chegando ao grau de Mestre Maçom no mês seguinte (algo comum nos EUA), na Loja 'Ivanhoe #446', de Kansas City, jurisdicionada à Grande Loja do Missouri. Sua Loja, assim como todas do Missouri e da maioria dos estados dos EUA, adotava (e ainda adota) o Rito de York. E, ao se tornar um Mestre, seu primeiro interesse além da Loja Maçônica foi logicamente pelo Rito de York. Menos de um mês depois de se tornar Mestre, em 23 de julho de 1912, Frank S. Land ingressou em um Capítulo do Real Arco, o Capítulo 'Kansas City #28', que funcionava em sua Loja, sendo adiantado a Mestre de Marca. Em outubro do mesmo ano foi induzido ao grau de Past Master Virtual e recebido e reconhecido como Mui Excelente Mestre. E no final do mesmo mês, foi exaltado a Maçom do Real Arco. Em seguida, foi a vez de galgar os graus crípticos no Conselho Críptico 'Shekinah #24'. Já no final do ano de 1912, já como um maçom críptico, Dad Land ingressou no Rito Escocês Antigo e Aceito. E posteriormente, em 1913, Dad Land foi investido nas Ordens de Cavalaria do Rito de York, por meio da Comanderia 'Kansas City #10', que também trabalhava em sua Loja.
 
Como se pode ver, nos primeiros meses de Maçonaria Frank Sherman Land, nosso Dad Land, dedicou-se ao Rito de York e seus profundos ensinamentos. E ele manteve-se filiado e frequente a esses corpos até quando de seu falecimento. Como exemplo, em 1944, apesar de sua dedicação à Ordem DeMolay tomar muito de seu tempo, Dad Land foi um dos fundadores do Conselho Críptico 'Kansas City #45', formado majoritariamente por membros de sua Loja Simbólica e Capítulo do Real Arco, para funcionar na sede de sua Loja.
 
Seu ingresso no Shriners ocorreu em 1931, chegando ao posto mais alto, de Potentado Imperial, em 1954. Como líder maior do Shriners International, Dad Land pôde fazer ainda mais pela Ordem DeMolay, que alcançou naquela época o ápice de membros iniciados. E, em 1951, Dad Land foi condecorado com a Medalha de Ouro do Real Arco Internacional, a maior honraria concedida por esse corpo. Por sinal, Dad Land, foi o primeiro e um dos pouquíssimos a recebe-la.
 
Como sabemos, Dad Land fundou a Ordem DeMolay em março de 1919. No verão daquele ano, ele convenceu o maçom Frank Marshall de ajuda-lo a elaborar um ritual para seu clube de jovens. O ritual, ou melhor, rituais dos dois graus originais da Ordem, foram desenvolvidos em tempo recorde: menos de 24 horas. Isso somente foi possível por uma única razão: eles utilizaram a estrutura de outro ritual como padrão: o dos graus simbólicos do Rito de York! Isso se mostrou conveniente, considerando que a intenção era de que os futuros Capítulos DeMolays funcionassem nas Salas de Lojas (Templos, como chamam no Brasil) das Lojas Simbólicas dos Estados Unidos. Como essas Lojas tinham uma disposição específica, era melhor se adaptar a ela.
 
Essa estrutura do Rito de York, felizmente adotada por Land e Marshall, estão presentes até os dias de hoje, sem alterações, e evidenciam a união indissolúvel entre a Ordem DeMolay e o Rito de York. Desde a existência de Capelão e Marechal (este último chamado de Mestre de Cerimônias no Brasil por influência do REAA), cargos inexistentes no REAA; o bastão curto do Marechal; o Segundo Diácono atendendo a porta; o altar no centro da Sala (originalmente no REAA ele fica no Oriente); o andar em esquadria; o momento Em Doença e Aflição; até mesmo a sagrada e intransponível linha entre o Altar e o Mestre Conselheiro; todas essas e tantas outras são características emprestadas pelo Rito de York.
 
Outras características, como a reunião já se iniciar com todos na Sala, sem procissão de entrada; e a palavra circular livremente, sem uma ordem específica; tão normais e conhecidas por qualquer maçom do Rito de York, foram vistas como 'estranhas' aos maçons brasileiros quando da chegada da Ordem DeMolay. O resultado foi a modificação de várias partes do ritual até então inalterado da Ordem DeMolay para uso no Brasil. Essas adulterações têm sido retiradas pelo Supremo Conselho da Ordem DeMolay para a República Federativa do Brasil nos últimos anos, numa honrada tentativa de se retornar ao original.
 
Agora, algo pouco mencionado é a resistência que Dad Land sofreu quando da criação da Ordem DeMolay. Se no Brasil, durante as décadas de 80 e 90 (para não dizer que ainda ocorrem atualmente), muitas foram as dificuldades para convencer os maçons de permitirem garotos utilizarem seus 'templos', imagine como foi lá nos idos da década de 20… Não havia nada comparável na época. Foi preciso que Dad Land conseguisse o apoio e endosso de organizações maçônicas de peso. E a primeira a atender esse importante chamado foi o Real Arco Internacional, seguido pelo Grande Acampamento de Cavaleiros Templários: as duas maiores organizações internacionais do Rito de York.
 
Assim, vê-se claramente que não existiria Ordem DeMolay sem Rito de York. E hoje, considerando que muitos dos principais líderes do Rito de York são Seniores DeMolays (tanto lá nos EUA como aqui no Brasil), podemos afirmar, sem medo de errar, que não existiria Rito de York sem Ordem DeMolay! Ainda, como Dad Land disse, o que diferencia a Ordem DeMolay de qualquer outra organização juvenil é que… 'ela tem um ritual'! E o cerne desse ritual está no Rito de York. É por essas razões e tantas outras que, neste mês de março de 2016, em que comemoramos os 97 anos da Ordem DeMolay, oro: Que Deus abençoe o Rito de York e a causa da Ordem DeMolay!" Hoje, em 2018, a Ordem DeMolay já chega aos seus 99 anos.
 
04. Sabemos que no Brasil o Rito Escocês é maior e mais difundido, você acredita que o York está conquistando seu espaço? Existe um plano de expansão do Rito de York no Brasil?
 
Fora do Brasil, o Rito de York é o mais antigo e o mais praticado no mundo. No Brasil, apesar de ainda haver uma hegemonia dos Ritos Escocês e Adonhiramita, estamos avançando a passos largos. Em um pouco mais de 10 anos no país, já somos mais de 6.000 maçons do Real Arco no território brasileiro, e somos o rito que mais cresce, tanto no simbolismo quanto nos altos graus. A expansão tem acontecido naturalmente. Quem conhece o rito, acaba se apaixonando, especialmente os Seniores DeMolays, que se sentem em casa pois, além de ser o rito de onde foram compilados os graus e Ordens de Cavalaria DeMolays, o sistema de trabalho do rito de York é mais condizente com a filosofia e os ideais da Ordem DeMolay.
 
Outro aspecto que contribui com o crescimento do York no Brasil, é o fato de ser um rito com uma linguagem mais condizente com a modernidade do século XXI, com sua linguagem mais direta, simples e lógica.

05. Fale um pouco da parceria com o SCODRFB em relação ao Projeto Meu Primeiro Ritual.
 
Este projeto nasceu aqui em Belém, onde o nosso Capitulo Grão-Pará nº 49 já fazia a doação destes primeiros Rituais aos jovens que ingressavam na Ordem DeMolay, através de uma parceria com o Grande Mestre Estadual do Pará, Companheiro de Real Arco, Ulysses Cabette Nooblath. Ao assumir como Grande Mestre Nacional, o Irmão Paulo Henrique, se interessou em estender o programa para todo o Brasil, o que foi feito, ao somarmos esforços através de um convênio nacional, que tive a honra de assinar representando o Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco, e que nos deixou imensamente felizes em poder contribuir com a Ordem DeMolay, que sempre admiramos e apoiamos.
 
Acredito que é uma grande missão e responsabilidade da maçonaria continuar apoiando a Ordem DeMolay, e o projeto do Meu Primeiro Ritual é apenas o início de uma parceria que promete bons frutos no Brasil, tanto para DeMolay, quanto para a maçonaria em geral, através do Rito de York, em especial do Real Arco.
 
06. Hoje temos vários Seniores iniciando em Lojas, você acredita no potencial que a DeMolay tem em relação a nutrir a Maçonaria, representando assim um futuro para a instituição?
 
Sempre acreditamos na força da Ordem DeMolay. A certeza disso já é realidade. Os Seniores DeMolays tem contribuído muito com a manutenção e a nova dinâmica que temos empregado em nossas Lojas simbólicas e nos graus filosóficos. No Real Arco, então, isso se dá de uma forma maravilhosa e o engajamento é total, temos alguns Capítulos de Maçons do Real Arco formados e conduzidos por Seniors DeMolays; notadamente em um dos corpos presididos há anos por Seniores DeMolays, que são pura energia e dinâmica, engrandecendo e auxiliando no desenvolvimento de nossas instituições e gerando nomes de grande projeção na maçonaria brasileira, dentre os quais um Sereníssimo Grão-Mestre, centenas de Veneráveis Mestres, escritores e pesquisadores já consagrados e reconhecidos nacionalmente, bem como dirigentes de diversos graus e Ordens dentro da maçonaria. A Ordem, por sua vez, só tem ganhado com esta relação.
 
E pensar que alguns anos atrás o número de DeMolays que eram preparados pelas Lojas Simbólicas, mas que acabavam não ingressando na maçonaria, era assustador. Nos últimos anos, no entanto, mais e mais Seniores têm ingressado na maçonaria, o que não considero como mera coincidência que esse movimento ocorra justamente com a chegada do Rito de York no Brasil.
 
Sabemos que ainda existe uma demanda reprimida de Seniores DeMolays fora da maçonaria, mas que, se depender do rito de York e do Real Arco, estaremos trabalhando com afinco para reduzir essa demanda reprimida. Nossas portas estão abertas para esses jovens. Prova disso é que o Supremo Grande Capítulo mantém uma política de redução de taxas de alguns graus para os Seniores que ingressam no Real Arco.
 
É interessante perceber aí um movimento natural de retorno às origens, já que o Rito de York foi decisivo para o crescimento da Ordem DeMolay nos seus primeiros anos, e agora os DeMolays estão contribuindo para que o rito de York tome força no Brasil. Vejo isso como uma prova incontestável de que os DeMolays, às vezes sem perceber, outras conscientemente, estão retribuindo ao York o que receberam na sua origem.

Isso é gratidão e reconhecimento.
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