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Rodrigo dos Anjos, presidente da ABDL
Publicado em 28 de Fevereiro de 2013
Foto: Acervo pessoal
O presidente da Academia Brasileira DeMolay de Letras (ABDL), Rodrigo Otávio dos Anjos, aposta que o incentivo à produção cultural entre os jovens é uma oportunidade e tanto para a Ordem DeMolay. Tanto que, segundo ele, por mais que existam “concorrências”, os membros da Ordem mantém um potencial incrível. “Não estamos tratando com jovens comuns. Tratamos com DeMolays, o que faz com que nossas expectativas com relação a eles sejam um pouco diferentes”, assegura. Uma prova disso é a realização anual do Concurso Literário Jacques DeMolay, com inscrições abertas até o dia 15 de maio. Anjos, membro do Capítulo Belo Horizonte nº 12 desde 1987 continua um dos grande entusiastas da Ordem DeMolay e de organizações afiliadas à Maçonaria. Past Venerável Mestre da Loja Maçônica Novos Confidentes nº236 (Grande Loja Maçônica de Minas Gerais), ele atualmente é o Grande Secretário de Relações Exteriores da Grande Loja e, no Supremo Conselho, preside ainda a Comissão de Relações Internacionais. Conheça nessa entrevista exclusiva um pouco mais sobre um dos grandes investimentos da Ordem DeMolay brasileira na atualidade, a ABDL.
 
Como presidente da ABDL, você poderia explicar para quem não conhece a funcionalidade da academia?
 
Segundo seu Estatuto Social, as finalidades da ABDL são, entre outras, difundir a cultura e as letras no âmbito da Ordem DeMolay, congregar os DeMolays que se dedicam às letras em geral, promover pesquisas, conferências, palestras, debates, recitais, encontros, congressos, seminários, cursos, concursos literários, painéis e outras manifestações culturais e produzir literatura DeMolay e literatura em geral. Assim, basicamente, o que buscamos é fazer com que os DeMolays se interessem pela literatura e, de um modo geral, pela cultura, em suas diversas manifestações. Acreditamos que a simples possibilidade de terem um texto de sua autoria reconhecido por sua qualidade e, mais ainda, publicado, já é um grande incentivo, por isso a ideia de publicar um livro anualmente, contendo os melhores classificados dentre todos os inscritos.
 
Entre as atividades, a academia deve fomentar a cultura geral dos membros da Ordem DeMolay. Como fazer isso com concorrências tão diversas, como a internet, cinemas, etc.?
 
Esta é uma pergunta muito interessante, para não dizer inteligente. Realmente o mundo de hoje oferece uma série de atrativos, especialmente aos jovens, o que torna extremamente fácil a qualquer um se desviar de seus objetivos. Mas não estamos tratando com jovens comuns. Tratamos com DeMolays, o que faz com que nossas expectativas com relação a eles sejam um pouco diferentes. É claro que estamos lidando com pessoas diferentes, com personalidades diferentes e graus de envolvimento diferentes, mas ainda assim preferimos acreditar que somos privilegiados, por tratarmos com um grupo tão seleto. Acredito que nossa postura deva ser continuar nos empenhando e nos dedicando de corpo e alma à causa DeMolay, para torná-la mais e mais interessante, e tentar minimizar os efeitos dessas distrações em nossos membros.
 
Você é um dos membros fundadores da ABDL. Como nasceu o projeto e quais os rumos você acredita que a academia deve tomar nos próximos anos?
Tudo começou no primeiro semestre de 2009, quando o Irmão Rogério Laguna, primeiro Presidente da ABDL, ocupava o cargo de Grande Mestre Estadual de Minas Gerais. Em uma de nossas – muitas – longas conversas, ele lançou a ideia de fundarmos uma Academia DeMolay de Letras em Minas Gerais, o que era um sonho antigo de ambos. Passamos à estruturação da academia, que foi fundada em junho daquele ano, durante o Congresso Estadual de nosso estado, com a presença do então Grande Mestre Nacional e de seu sucessor, respectivamente irmãos Guilherme Aguiar e Carlos Braga. Em seguida, auxiliamos os estados do Ceará e da Paraíba a também fundarem suas Academias estaduais. A partir de então, o SCODRFB manifestou o desejo de expandir a ideia, com a criação de uma Academia DeMolay de Letras em nível nacional. Em função das experiências anteriores, o já Grande Mestre Nacional Carlos Braga solicitou ao Irmão Rogério Laguna e a mim que estruturássemos mais este projeto, o que culminou com a fundação da ABDL durante o CNOD 2010, em Brasília. Quanto aos rumos, é difícil se fazer uma previsão, mas o desejo de todos os acadêmicos é ver um envolvimento cada vez maior de todos aqueles que fazem a Ordem DeMolay brasileira. Se conseguirmos despertar em nossos DeMolays o amor às letras, se pudermos transmitir ao menos uma pequena parte do que pessoalmente sentimos em relação à cultura, acredito que a ABDL estará cumprindo seu papel.
 
O critério de seleção para se tornar um imortal ficou mais restritivo a partir de 2013 – até o ano passado foram indicados três membros da Ordem DeMolay por ano. Como selecionar o melhor texto num universo de tanta diversidade?
Certamente o grau de dificuldade tende a aumentar a cada edição de nossos concursos literários. E isso por uma série de fatores. De um modo geral, o nível das obras inscritas é muito bom – é claro que em alguns casos uma revisão seria necessária, mas acredito que possa se dever aos prazos para inscrição. O envolvimento crescente de todos – na primeira edição tivemos 28 inscrições, contra 60 na seguinte, e a expectativa é de um número ainda maior em 2013 - também é um dificultador extremamente bem vindo. Some-se a tudo isso o fato de que a partir da terceira edição apenas o primeiro colocado será premiado com uma cadeira na ABDL e o panorama está completo. Mas a crescente dificuldade para a avaliação das obras inscritas, longe de ser uma preocupação, é um motivo de grande alegria para todos nós, pois mostra que a ABDL está se consolidando dentro da Ordem DeMolay.
 
Quais as ligações dos atuais imortais com a academia? Eles participam do concurso?
A participação de todos os membros é fundamental para o bom andamento do concurso. Além de auxiliar na divulgação da ABDL, todos temos o compromisso de ler cuidadosamente todas as obras inscritas, analisá-las e classificá-las. Além disso, como forma de reconhecimento aos atuais membros, cada um tem direito a publicar um texto de sua autoria no livro que editamos anualmente através do SCODRFB.
 
Existe alguma dica que você pode dar para aqueles que se candidatam agora no Concurso Jaques DeMolay?
Na verdade não chega a ser exatamente uma dica, mas uma recomendação. Acreditem em seu potencial, e não se deixem desanimar pelo fato de que a partir de agora a ABDL admitirá apenas um novo membro por ano. E mais: leiam, leiam e leiam!
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