17 de Setembro de 2019
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Revista DeMolay
Humberto Bozi, MCNAdj
Publicado em 15 de Abril de 2013
Foto: Acervo pessoal
Direto do Pará, o Mestre Conselheiro Nacional Adjunto, Humberto Bozi, se tornou – de paraquedas – o DeMolay ativo mais internacional da história do Brasil. Apesar de ter chegado aos 21 anos em novembro, por força do cargo ele continua sendo considerado DeMolay ativo. O que é um mero detalhe. Em quase cinco anos de Ordem DeMolay, Bozi visitou Uruguai, Paraguai e Bolívia, além de percorrer diversos estados brasileiros. Em junho, culmina sua trajetória internacional com a participação no Congresso Internacional. “O que eu mais aprendi foi respeitar a cultura alheia, até nas viagens dentro do Brasil eu tenho tido isso”, destaca Bozi. Conheça um pouco dos detalhes das três semanas em que ele acompanhou a comitiva do DeMolay Internacional em território sulamericano.
 
Foram três de semanas seguidas, acompanhando os norte-americanos Greg Kimberling, Steve Crane e Nabeel Shaaban. O que melhor ficou registrado desse período participante de atividades da Ordem DeMolay com DeMolays de outros países?
Dedicação! Acredito que esta seja a palavra que melhor ficou registrada durante essa viagem, que também poderia ser superação. Bem, as duas então (risos). O que vi nessa viagem daria pra escrever um livro, mas o que vi de mais importante foi a dedicação dos bolivianos de passarem até 14h no ônibus para ir até o encontro, ou os uruguaios que tem poucos Maçons interessados e nem podem entrar no templo porque a Grande Loja não deixa. E também dos americanos, Steven e Greg já devem ter seus 60 e Nabeel uns 50 anos e mesmo assim vieram passar três semanas viajando direto, sem parar, e tendo reuniões importantíssimas todos os dias, além da temperatura que estava matando eles.
 
Uruguai, Paraguai e Bolívia. Quais características você conseguiu identificar que aproximam esses países e o que os diferencia um do outro?
A paixão é a mesma e acredito que isso seja o mais importante. Vi o mesmo sentimento nos três países quando os americanos chegavam para dar reconhecimento a eles. Eu acho que deve ser horrível você existir, trabalhar por uma causa e simplesmente o que você esta fazendo não é válido, não há reconhecimento, então essa viagem levou a todos eles essa mesma importância e eles sentiram isso da mesma forma. A maior diferença entre eles é o tempo de nascimento, o Uruguai tem três anos, Paraguai uns 10 e Bolívia acho que uns 20 (não tenho esses dados exatos). No Uruguai, eles ainda estão engatinhando, fundaram agora o seu terceiro capítulo, e ainda estão passando por muitas dificuldades com a Maçonaria. Já o Paraguai e Bolívia estão em outro patamar e enfrentando outros problemas.
 
A Ordem DeMolay na América do Sul possui pontos similares?
Sem dúvida nenhuma é a paixão pela Ordem, viver por ela, trazer o DeMolay pra dentro de casa, mostrar pra sociedade que você é um DeMolay isso é o que nos diferencia do resto do mundo.
 
O Brasil é considerado uma referência mundial na instituição, mas o que eles possuem que podem servir de inspiração para os Capítulos brasileiros?
Acho que seria a seriedade, a ritualística que vimos no Paraguai foi de arrepiar, no final da reunião ainda faltou luz e os meninos se mantiveram intactos, não moveram nem a cabeça e continuaram o encerramento. Em muitos lugares aqui no Brasil iam soltar gritinhos, fazer brincadeiras, isso é normal da nossa cultura, brincar com tudo. O ensaio dos bolivianos também foi muito bonito, parecia que eles estavam em ritualística mesmo, bem sérios.  Com certeza falta um pouco dessa seriedade a muitos capítulos, inclusive o meu.
 
Existiu algum momento engraçado com a barreira de linguagem entre brasileiros, uruguaios, paraguaios, bolivianos e norte-americanos?
Nossa, foram muitos! (muitos risos) Primeiro que é muito difícil traduzir de espanhol pra inglês, quase impossível. No começo eu tentei e quando vi estava falando portunhol e “espanglês”.  Outras palavras também que são comuns dos americanos usarem e que causam estranheza, tipo “Exciting” que quer dizer “excitado” que pra eles tem o caráter mais de estar empolgado, só que aqui como todos sabem é usado mais pra dizer outra coisa, e como todo lugar tem um DeMolay sacana, nas primeiras vezes que traduzi essa palavra um indivíduo falou “ui” e todo mundo caiu na risada.
 
Para você, o que os membros do DeMolay Internacional acharam da passagem deles pela América do Sul?
Ficaram muito felizes sem dúvida nenhuma. Eles tiveram um resultado bem acima do que esperavam. Voltaram cheios de presentes também (risos). Até o Nabeel comentou que só em duas semanas aqui ele já tinha mais fotos e postagens no facebook do que na vida inteira dele. Além disso eles conseguiram fazer bem mais do que esperavam administrativamente.
 
Você teve uma oportunidade que poucos DeMolays Ativos vão ter durante toda a trajetória DeMolay, passou por atividades em quatro países diferentes em menos de um mês. O que Humberto Bozi aprendeu nesse período?
Cara, sou muito grato a Ordem por todas as oportunidades que ela me proporcionou em toda a minha trajetória. Essa de poder viajar três países foi mais uma delas e o que eu mais aprendi foi respeitar a cultura alheia, até nas viagens dentro do Brasil eu tenho tido isso. Mas essa última viagem foi a que eu mais pude vivenciar essa experiência. Uruguai é diferente do Paraguai que é diferente dos EUA que é diferente da Bolívia que é diferente do Rio Grande do Sul. Eu sei que parece bobagem dizer isso, mas vivenciar não é fácil, saber respeitar também não. Às vezes podemos até dizer que fazemos, mas na prática é diferente. E, mais do que respeitar, agradeço a oportunidade de aprender com cada cultura peculiar que pude conhecer. Como você disse hoje sou  o DeMolay ativo mais internacional, então que isso sirva pra alguma coisa (muitos risos).
 
É possível trazer para a gestão do Gabinete Nacional as experiências adquiridas durante as passagens pelos países vizinhas?
Com certeza! Nós somos formadores de opiniões e temos que ter consciência disso. Então quanto mais experiência tivermos será melhor para aqueles garotos que querem crescer com a Ordem, teremos mais capacidade de influenciar para o bem o pensamento de qualquer DeMolay.
 
Aproveitando o gancho do Gabinete Nacional, faltam cerca de três meses para o final da gestão. O que os DeMolays podem esperar?
Muita dedicação e muitos projetos. Estamos concluindo tudo aquilo que planejamos no começo, graças a Deus está tudo dando certo, até melhor do que imaginávamos. Não foi fácil chegar até aqui então vamos dar nosso ultimo gás no final da gestão pra não deixar a peteca cair, estamos trabalhando todos os dias para poder dar o máximo possível aos DeMolays que querem ter algo de bom em nossa Ordem.
 
Qual a grande lição que você tirou desse período como Mestre Conselheiro Nacional Adjunto?
Se fosse escolher só uma, humildade. É muito complicado explicar isso (risos). Na verdade não esperava ter que responder essa pergunta tão cedo. Humildade é o ápice do homem, aquele que consegue alcança-la pode ter paz. Lógico que essa frase não é minha. Ouvi em algum lugar. Mas é o que eu gostaria de passar ao terminar essa minha trajetória, principalmente porque eu não sou humilde, eu tento trabalhar muito isso diariamente, manter os pés no chão, ter consciência de que o colar é passageiro, mas a sua mensagem pode ser eterna. Espero ter êxito nessa jornada, tive muitas pessoas incríveis do meu lado para me ajudar e sem elas eu não teria alcançado nada, agradeço a todos eles e elas. Enfim, atingi todos os meus objetivos dentro da Ordem e realizei muitos sonhos, mas um dia espero poder ser reconhecido como um DeMolay.
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